Cumprirei minha sabia promessa e ficarei calma neste minuto,
Só em meu simples mundo mágico dos sonhos não realizados,
A imaginar uma vida contraria a minha vida de temores e horrores,
Há esperar que o destino do seres presentes em vida cumpra sua parte,
Rezando em fim para que estes mesmos seres caiam em desgraça eterna...
Ficarei aqui como uma sobra negra produzida pela bela luz do dia,
Luz que todos aqui reproduzem iluminando assim minha profunda escuridão,
Encaramos os nossos ridículos destinos todos os dias de nossas vidas,
Mais não nos conseguimos determos por um simples minuto de silêncio...
Volto para os grilhões da opressão após a passagem de meu calmo minuto,
Todos os seres finalmente se entendem e se calam formando assim o silêncio esperado,
A esperar o dizer das ordens esquecidas com o fervoroso falatório,
Todos voltam a agitação inicial sem ao menos notar por um instante,
Que estas ordens já foram passadas e repassadas varias vezes por vários dias...
Sobriamente continuo em meu lugar calmo e quieto como um tumulo,
Há planejar e a desejar para mim em fim um brilhante futuro,
Sonhando cada vez mais com os seres chamam de inexistivel até a morte,
Prendendo-me assim mais profundamente nesse mundo que chamamos de irreal,
E que eu em minha sabia ignorância aprendi a chamá-lo de Terra...

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